Pera, uva maçã, salada mista!

Eles não precisaram brincar de Salada Mista! Safadenhos!
Quem nunca brincou de salada mista na infância para poder dar uns beijinhos nas meninas sem ter que passar pelo processo de aproximação exigido no protocolo de “pré-beijo”? Eu nem lembro se o nome da brincadeira era mesmo “salada mista”, mas fez parte da minha vida desde os 7 ou 8 anos até quando eu tinha uns 12.
Pensando nisso, alertei-me de como nós, quando crianças, somos inocentes! Quando eu tinha 8 anos, eu morava em Campinas-SP. Por motivos de mudança, estávamos morando na casa de um amigo da família até nossa casa ficar pronta! Lá nas redondezas, tinha uma guria muito muito gatinha, que era a paixão platônica da molecada e, coincidentemente, ela também brincava de salada mista! Mas é óbvio que não era tão simples assim beijá-la.
Agora, depois de crescidos, todos nós sabemos que aquela brincadeira é armada. Na verdade, com 12 anos eu já sabia que era tudo armação! Mas com 12 eu já morava em Manaus e isso já é outra história.
Voltando para a história de quando eu tinha 8 anos. Essa guria gatinha brincava, mas sempre quem acertava ela na fila da brincadeira era um cara lá … e, para mim, parecia sorte, porque ele sempre pedia “salada mista” quando era ela e vice-versa! Ou seja, ele sempre a agarrava na brincadeira! E eu na minha inocência, NUNCA tirava ela! Não que eu tivesse coragem de pedir “salda mista” alguma vez. Normalmente quando eu participava da brincadeira, eu pedia “aperto de mão” ou, no máximo, “um abraço”. Sei lá quem era que eu estava tirando, vai que era homem! Preferia não arriscar. Por isto que não entendia como ele sempre acertava ela na hora de pedir “salada mista”! Como podia!?!?
Quando cheguei em Manaus, conheci meus primos, pouco mais velhos que eu e muito mais maliciosos, que moravam aqui. E conheci também umas gurias danadas que, na minha santa inocência, conseguiam me deixar completamente sem graça quando davam entender que queriam me pegar! E, foi brincando de salada mista aqui em Manaus que eu descobri que SEMPRE se combinava com a pessoa que tampava o nossos olhos quem queríamos pegar e, quando chegava na pessoa, a pessoa apertava um pouco mais a mão que fechava os olhos e nós mandávamos parar. Já sabíamos quem era, logo, era só aproveitar.
Na verdade, a brincadeira, como falei no início, era só uma desculpa para dois pré-adolescentes poderem se dar uns beijinhos com a desculpa de que foi “sorte” por causa da brincadeira, já que nessa idade não se tem afinidade nenhuma para chegar chegando nas meninas. Coisa de criança! Hoje em dia, com 27 anos, essa brincadeira me faz ter boas lembranças, mas me faz também nunca mais querer voltar a ser inocente! Que coisa escrota!
ps.: Quem nunca pegou aquela amiguinha gatinha brincando de salada mista?
pps.: Será que hoje funciona? Será que alguém nunca brincou?
ppps.: Hoje eu só brinco se as opções forem: Posição de quatro, papai mamãe ou frango assado?
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